segunda-feira, julho 18, 2011

Inter, crise profunda





A saída de Falcão não foi uma boa atitude do presidente do Inter.
Giovani Luigi estava silencioso como se não fizesse parte do comando do clube. Ao falar, não se contentou apenas em mostrar insatisfação. Na verdade, fez uma intervenção no departamento de futebol colorado e centralizou em Siegmann e Falcão a mudança de rumo que pretende.
Ao que parece, uma alteração de rota que não projeta o Inter à frente. Pelo contrário, recorre a soluções que lembram volta ao passado. O técnico que sai cometeu erros pontuais, sim. A demora em escalar entre os titulares Juan na zaga e Oscar no meio, erro maior. Porém, as três vitórias seguidas davam perspectiva do encontro de um caminho ascendente. As três derrotas consecutivas que culminaram na demissão de Falcão tiveram mais valor para quem decide no clube.
Parece um retrocesso. O que se especula como nova forma no futebol do Inter é tudo, menos novidade. Se Cuca for o técnico escolhido, por exemplo, vai-se estar diante da consolidação da volta de Fernando Carvalho ao poder. Cuca é treinador da predileção do mais vitorioso dirgente do Inter. Giovani Luigi o acompanha no gosto. Não é mau técnico, longe disso. Caracteriza-se, até aqui, por ser profiissional de grandes campanhas e raros títulos. Ele, ou quem quer que venha, se deparará com uma situação de vestiário que não consegue mais estabelecer padrão regular de alto rendimento.

Fala-se em Sandro Silva para volante. Jogador igual a tantos outros que jogam na primeira função. Talvez pouco melhor do que Glaydson, talvez não. O atacante Jô, ex-Corínthians, não conseguiu vencer no futebol estrangeiro e também pode desembarcar no Beira-Rio.
Falcão falou comigo em seu primeiro dia sobre a necessidade de ter quatro reforços em nível de titular. Hoje, na coletiva de despedida em que estava triste e magoada, o ex-técnico colorado disse que foi-lhe prometido este pacote de reforços sem o devido cumprimento da promessa. Foi só uma das mágoas reveladas.
A maior delas, a relação com o presidente. Falcão disse que era zero. Falou também que torce para que o Inter venha a ser dirigido por dirigentes à altura do clube.
Revela-se em boa parte de sua extensão uma crise que não é só de resultados de campo. Há um caldeirão político de desencontro que ameaça engolir também o novo profisisonal que assuma o time.
Se não conseguir unidade diretiva, o Inter pode perder o restante da temporada.
É sério.

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