quarta-feira, novembro 19, 2014

Como um líder pode influenciar sua equipe?


“Influenciar com êxito é conseguir fazer com que as pessoas aceitem compromissos. Sem isso você não terá realmente influenciado ninguém – você só estará iludindo a si mesmo.” Jim Wilson
Artigo de Gianini Ferreira
Um líder que não é capaz de inspirar confiança nas pessoas é um líder que pode “estar” nessa posição por motivos não compatíveis com o perfil de gestor necessário para os desafios atuais. Liderar está diretamente conectado com lidar com o poder e influência para construir uma relação de confiança.
A credibilidade de um líder dependerá de como ele irá alicerçar seus relacionamentos. Confiança é o benefício direto de uma postura de integridade. Liderar sem confiança pode deixar o processo decisório mais frágil e lento. Segundo Maxwell, coautor do livro Liderar é Influenciar*, “o fundamental no que diz respeito à integridade é que ela permite que os outros confiem em você. E sem confiança você não tem nada. A confiança é o fator mais importante nos relacionamentos pessoais e profissionais”.
Quando não confiamos, a chance da outra pessoa nos influenciar é quase nula. A desconfiança é um obstáculo que impede que nos deixemos influenciar. As pessoas podem ceder por outros motivos, como ameaças ou pressões. O estilo de poder coercitivo e, muitas vezes, a manipulação é o que resta ao líder quando ele perde o respeito e a credibilidade de sua equipe. A tendência do ser humano é seguir em quem confia.
Jo Owen, em A arte de influenciar pessoas, defende que confiança é a “moeda” de influência. Se quisermos ser influentes, deveremos nos tornar o parceiro de confiança das pessoas que desejamos influenciar. Podemos considerar-nos confiáveis, mas isso não conta. Temos de ser considerados confiáveis pelos outros. Um sinal de que o processo de confiança está frágil é quando pedimos para o outro confiar em nós. Confiança não é algo que se pede, é uma conquista diária, desde a primeira oportunidade.
Em ambientes extremamente competitivos, confiança deve ser um valor indispensável. Stephen M. R. Covey, em seu livro A velocidade da confiança, apresenta uma estrutura que nos ajuda a mensurar o valor dessa moeda. Desta forma, confiança, além de ser um princípio essencial para as relações, passa também a ser percebido como uma competência focada em resultados. É simples de entender: quando a confiança é baixa o processo decisório é mais lento e os custos se tornam mais altos. Ao contrário, quando a confiança é alta, o processo decisório é mais ágil e os custos diminuem.
A falta de confiança impacta diretamente a qualidade dos relacionamentos. Pessoas se tornam melindradas e ficam mais “armadas” - e quem paga a conta é a empresa.
A demanda por treinamento comportamental sobre o tema só aumenta, e faz todo sentido, pois a falta de confiança gera uma disfunção organizacional onde todos perdem. Uma grande referência que utilizamos para o desenho dos programas é o livro Influência sem autoridade, de Allan Cohen e David Bradford, que defende que o princípio da reciprocidade e da cooperação mútua são pontos centrais do processo de influência.
Reciprocidade é constatar o dito popular que “a vida dá voltas”. Programas que tenho conduzido em empresas como Gerdau, Embraer e Itaú, por exemplo, reforçam a relevância da integridade e da competência para a construção de confiança. Vejo incoerência em ser “reto” num ambiente e não manter a mesma conduta em outros pela pressão do meio. Falta de coerência gera perda de credibilidade.
Trair a confiança de alguém pode ter um efeito negativo para a vida toda. Devemos seguir a premissaWalk the talk, demonstrando em nossas atitudes o que defendemos com as palavras. Retidão de caráter fortalece compromissos e serve como exemplo para inspirar pessoas.

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